Face do superficial

Não se sabia bem o que pensar, naquele lugar. Palavras eram meramente confundidas com pensamentos inacabados . Se sorriam, não sabiam porque, se chorava, não imaginava a razão, se corria, cansava e não sabia descansar. Nem ao menos se sabia o que era dor.
Há, quem diga que era o lugar perfeito, mas longe da perfeição está, porque se não se sente, nem se aproxima da perfeição.  Se não se sabe nada, não dá pra se saber se é perfeito ou não.
No fundo de cada um, seres que não sabiam se eram humanos ou não,  havia um espelho que mostrava o que sentir, o que pensar, mas o que sentir e pensar, se não havia nada pra se espelhar ? Um vazio grande e solido tomava conta de tudo. Nada contra nada, faces contra faces e nem a nostalgia existia. Nada havia.  Olhos monótonos e expressões curiosas e sem sentido . Tudo era novo, arrepios, lágrimas, cansaço, brilho, luz, escuridão, doença, alegria, morte.
Ainda se pensa se é bom ou não. Não saber significa não fazer, não fingir, porque não se sabe fingir. Por não saber fingir, não pode saber fugir .

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1 Comentários

  1. Oiiiiiiiiii
    Olhares, vidas, emoções superficiais...
    Um lugar assim quero bem longe de mim!! hihih

    Beijinhos Flor!

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