Ele se foi, mas continua aqui

Ele era uma criança. Ela também.
Os dois tinham anseios e sonhos incompreendidos, tinham momentos de nostalgia que ninguém mais tinha. Os caminhos nunca deveriam se cruzar, mas se cruzaram. Tudo estranho, diferente, novo. Crianças eram, o que sabiam ? Cresciam juntos, amadureceram na flor da idade. Mas ainda não entendia. Eles se amavam. E não sabiam. O destino ironicamente os separou. Lágrimas molharam o rosto dele. A primeira vez que chorou. Ela não sabia o que fazer, e então decidiu seguir. Viver.
Perdeu-se dele. E ele perdeu-se dela.
Ironicamente, o destino trouxe-os de volta. Mas tão inconscientemente, que não entendiam e não se conheciam.
O destino, armando tudo do seu jeito, fez tudo se ajeitar. Mas nem tanto.
Tudo parecia perfeito. Talvez perfeito demais.
Num relance estranho, distante e de devaneio. Ele se foi. Pra sempre. Ela não quis aceitar, não quis ver isso como todos. Ela sofreu e ele não viu. Ela não podia continuar sem ele, não podia viver sem te-lo. Mas não havia outra escolha, porque ele, havia partido... Uma ferida que não queria cicatrizar cresceu no peito, e uma vontade de amá-lo a dominava. Vivia para ele. Até a velhice. Quando ainda esperava por ele. Até que morreu, e enfim, ficaram juntos, pra sempre.
Acho que nisso tudo, existe uma lição a ser tirada... Basta você pensar...

                                                                              Vanessa

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